17 de abril de 2010
Tecnologia versus durabilidade
Um novo Crossover. Agora, gostaria de compartilhar o lado técnico que meu conceituado amigo A. do Blog Desnecessário & Irrelevante postou recentemente. O tema, no geral, foi a discussão assídua entre os aparelhos e utensílios modernos que, se comparados aos antigos, possuem vida útil pífia, que duram uns 6 anos no máximo. Reflita um pouco, caro leitor.
Segundo a crônica de A., um de seus exemplos foram as televisões, aparelhos que fazem parte de nossa vida atualmente. Ele citou as televisões antigas que recebiam uma estrutura melhor, fazendo com que essas tivessem alta durabilidade. Acreditem ou não, até hoje possuo uma TV dessas, claro que a mesma não é de madeira, e geralmente a imagem fica saltando, porém ela ainda funciona! No almoço, quando estou comendo junto ao meu pai, ela é ligada para transmitir o telejornal enquanto comemos. Segundo os dados que meu pai informou, essa televisão fora comprada na época em que meus pais nem haviam se casado (ou seja, em 1990, praticamente). Agora, compare com a durabilidade das mais novas Televisões de Cristal Líquido, 50 polegadas que possuem imagens em HD: O resultado é, que um produto desse porte não passe de 6 anos de duração, digo 6 anos que não apresente problemas.
20 anos contra 6 anos. Quem fará mais história? E, se permitem-me minha sugestão, a imagem estará sendo transmitida da mesma forma, independente da futilidade do HD, que - convenhamos - apenas adiciona milhões de pixels a cada polegada. Algo que não se vê a olho nu.
Por que a indústria de televisão (apenas citarei esse nicho, porém todos seguem a mesma tendência) sacrificou a durabilidade em prol da alta definição?
Simples. Mundo globalizado. Empresas precisam produzir produtos poucos rentáveis para que seus clientes venham comprar outra novamente em pouco tempo, isso faz o capital girar, e a fabricante acaba enriquecendo. Generalizando ou não, isso é fato.
Fazendo uma conclusão grossa: A Globalização irá fazer o dinheiro girar, e se você, meu caro leitor, não conseguir acompanhar o ciclo interminável, ficara para trás. Fiquem de olho. Assim como nas Crossovers anteriores, postarei o devido post do autor desse belo texto.
O par de braços acompanha a coluna nova?
Eventualmente, como A. é, de fato, um de meus mentores, seu texto estará devidamente superior ao meu. Mas, o português perfeito é alcançado com o tempo. Uma excelente noite a todos vocês, prezados leitores.
31 de março de 2010
Reabilitação de Presidiários
Bom meus queridos leitores, venho-lhes trazer mais um post repleto de polêmica. Me inspirei nesse quando navegava pelo Blog Teorias de Peterson, do meu professor de Web-Design e amigo Peterson Santos, que atualizou-o com uma série de vídeos de penitenciários da China que dançavam no pátio da prisão sendo assistidos pelos seus familiares de uma arquibancada. O fato despertou-me uma curiosidade para postar a "extensão" do tema.
A palavra bandido é detestada por todos os cidadãos, fato inegável. Desejamos que criminosos sejam trancafiados dentro de celas pelo resto da vida. Entretanto, é correto matá-los por um crime? Mesmo que esse crime seja cruel? Reflita antes de continuar lendo, meu caro leitor.
Nossos princípios morais muitas vezes ditam determinadas regras em nossas mentes, fazendo com que seguimos uma linha de raciocínio similar a todos, algo que costumo chamar de "padrão". Mas não vem ao caso, no momento.
Os vídeos que Peterson mostrou em seu blog, em minha opinião sincera, deveriam ser o "padrão" no mundo inteiro. A Pena de Morte é uma tortura desnecessária. Ao invés dela, os presos deveriam passar por processos de reabilitação que tornasse-os indivíduos éticos, pois esses ainda são seres humanos e, como todos sabem, muitas vezes não são responsáveis pelos próprios atos (levando em conta Stress, pouca renda financeira, entre outros) e são condenados ao erro para conseguirem a paz dentro de si mesmos, ou então já nascem com isso em mente, aprendendo com seus familiares, achando que é o "certo". É um tema complicado.
Voltando as penitenciárias, a reabilitação adotada na China é perfeita, pois dançar e cantar são fatores que toda pessoa gosta de fazer. quem não gosta de dançar? Mesmo os que possuem vergonha ou medo, sentem vontade de dançar por que é algo que reúne aglomerações. Nada mais sensato em usar o poder da música para esse feito, algo nobre. Se houvesse algo similar no Brasil, acredito que a discriminação criada por ex-presidiários seria pequena ou inexistente. E, em meu ponto de vista, o objetivo principal da prisão deveria ser esse, a reabilitação do indivíduo que foi parar no recinto, não apenas trancá-lo por ter cometido um ato irremediável. O segundo ignora o fato do mesmo ser um cidadão, o exclui da sociedade, fato que o fará ficar pior caso saia algum dia.
Concluindo, gostaria de mostrar-lhes os devidos posts do Peterson que possuem os vídeos que citei.
Post 1
Post 2
E também pedir-lhes que reflitam no tema. Não discriminem ex-presidiários. Não cometam o erro que nossos ancestrais cometiam. E não se importem com as palavras ofensivas do meu professor no segundo post (risos). Uma ótima noite aos meus leitores.